2014 tende a ser o ano da gestão ativa

Carnaval em março, copa do mundo em junho e eleições presidenciais em outubro parecem ser os ingredientes ideais para justificar o adiamento de todas as decisões no Brasil. No entanto, o ano de 2014 promete ser de muita ação para os investidores.

A recomendação mais frequente dos administradores de carteira é que uma faixa entre 40% a 60% dos investimentos esteja alocada em modalidades que envolvam algum tipo de gestão ativa dos recursos. Aplicações livres de imposto de renda com lastro em títulos privados, papéis públicos de longo prazo, fundos multimercados ou de ações e papéis negociados no exterior indexados ao dólar estão no topo da lista das principais sugestões.

Reportagem de Luciana Seabra, do Valor, mostrou o que pensam nove casas especializadas na gestão de patrimônio para pessoas físicas de alta renda. E apesar do tom preponderantemente conservador, a presença de ativos mais arriscados nas carteiras recomendadas é uma constante.

A tendência para 2014 é que o investidor aumente o leque das aplicações e diminua a participação nas modalidades mais tradicionais. A intenção é que a diversificação ajude a atravessar o período de incertezas previsto para o período e ajude a aumentar a rentabilidade total dos investimentos.

Mas é preciso cautela. A contrapartida do maior número de papéis diferentes na carteira é o aumento do risco, caso o mecanismo das novas modalidades não seja inteiramente compreendido.

É fundamental, antes de investir em alternativas desconhecidas, avaliar as características básicas do investimento para entender o que pode dar errado. Eventualmente as perdas potenciais estão além do que seria tolerável.

É praticamente certo que, para ter bons resultados em 2014, o investidor terá que caçar ativamente novas modalidades de aplicação dos recursos.

A estratégia de gestão ativa da carteira pode ser uma forma eficiente de aumentar a rentabilidade da carteira mesmo em momentos difíceis do mercado. Mas, para que o investidor tenha sucesso, o primeiro passo é ter a disposição e a dedicação necessárias para conhecer detalhadamente o funcionamento de cada nova modalidade disponível.

2 thoughts on “2014 tende a ser o ano da gestão ativa

  1. Títulos indexados ao IPCA estão sendo indicados por casas de investimento. Sofreram em 2013 mas agora estão com juros reais elevados. Os riscos seriam uma forte desvalorização do Real e, pior, rebaixamento do “rating” Brasil. O que acham?

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