A procura pelas estratégias mais lucrativas para 2019

Com expectativa de taxa Selic estável ou alta de no máximo meio ponto percentual, possibilidade concreta de recuperação da atividade econômica e o governo com uma agenda de reformas pró-mercado, 2019 tende a ser um ano de busca por maiores retornos no mercado financeiro brasileiro.

O cenário estimula a aplicação em diversos tipos de investimentos alternativos. Especialmente aqueles relacionados a ativos com maior oscilação de preços, tais como ações de companhias abertas, contratos nos mercados futuros de moedas, commodities ou índices financeiros e operações mais sofisticadas envolvendo opções, swaps e demais derivativos.

Dada a característica de volatilidade do retorno desses ativos, é importante manter uma disciplina para entrar e sair das posições. No jargão de mercado, a atividade é conhecida como “trading”.

A tendência é que investidores profissionais e amadores desenvolvam estratégias originais para surfar o momento. A consequência é uma corrida para estabelecer os métodos mais eficazes de identificação dos pontos de compra e venda, arbitragem entre ativos e descoberta de “pérolas” entre os papéis menos líquidos.

Nesse ambiente, o desafio é não ser tão arrojado para tomar posições que possam gerar perdas muito grandes, nem tão conservador para deixar passar as boas oportunidades.

Segundo Alex Preda, pesquisador do King’s College em Londres e que esteve no Brasil em novembro do ano passado participando da conferência Ciências Comportamentais e Educação do Investidor, organizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o trading é uma atividade social.

Mais do que apenas ganhar dinheiro, tanto os profissionais do mercado quanto os “traders” amadores compram e vendem ativos para testar suas teses e convicções. E com o desenvolvimento da tecnologia aplicada ao mercado financeiro, a atividade ficou acessível para praticamente qualquer pessoa.

O interessado encontra feiras, seminários, cursos, “newsletters” e grupos de estudo para ensinar e incentivar a negociação de diversos ativos financeiros. Basta pesquisar na internet e encontrar a alternativa mais adequada.

Os economistas chamam o trading de jogo de soma zero. Isso porque o sucesso de uma posição depende do fracasso de outra realizada por uma contraparte.

Para entender, imagine uma situação na qual você compra uma ação ao preço de R$ 100 e vende logo em seguida por R$ 110, apurando um ganho de R$ 10. Esse lucro só foi conseguido às custas do prejuízo de alguém que vendeu a ação por R$ 100 e recomprou por R$ 110.

Com base nesse conceito os economistas avançam na argumentação racional: se você fizer transações de compra e venda repetidas vezes, de forma mecânica, em alguns casos terá lucro e em outros prejuízos. Estatisticamente, se as chances de ganhar ou perder forem ambas de 50%, no fim de um determinado período estará no zero a zero.

Mas os “traders” mais bem sucedidos conseguem desenvolver métodos de negociação que aumentam suas chances de ganho. Pelo menos agem com a confiança de que a estratégia pode dar certo por determinado período de tempo.

Caso não fosse assim, o volume de negociação no mercado secundário seria muito menor do que efetivamente acontece e as compras e vendas estriam restritas às pontas interessadas em adquirir ou se desfazer dos ativos. Um turista que voltou de viagem e outro que ainda vai viajar no mercado de câmbio, por exemplo.

Apesar de o sucesso de uma posição depender do fracasso de outra, existe muita colaboração entre os “traders”, especialmente os amadores. Diversos grupos são criados para discutir o comportamento do mercado e refinar as melhores estratégias.

Muitas vezes o acesso a esses grupos é facilitado por corretoras, distribuidoras e demais participantes do mercado financeiro.

Dependendo da quantidade de horas que o investidor decida alocar à atividade de negociação de ativos, as tarefas dentro de um grupo podem se tornar complexas. Em alguns casos, o trabalho é dividido de forma semelhante ao que é feito nos grandes bancos de investimento.

De toda forma, é importante o investidor ter em mente que qualquer estratégia de negociação demanda algum tempo para ser adaptada e se tornar lucrativa. Portanto, é natural que existam momentos de perdas e é preciso estar financeiramente preparado para encarar os revezes.

O ambiente atual do mercado no Brasil é desafiador para quem quiser assumir mais riscos.

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